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As 20 perguntas que mais aparecem nas entrevistas de emprego...


As 20 perguntas que mais aparecem nas entrevistas de emprego...


Parte Um:

Um bom currículo é importante, afinal é com ele que você consegue ou não uma entrevista de emprego. Mas é a conversa com o recrutador que vai definir se aquela oportunidade profissional é sua.

Como explica Raphael Falcão, gerente da Hays, não existe certo e errado sobre o que dizer na entrevista. “Não há receita de bolo, a gente tenta contextualizar o tamanho e a complexidade dos projetos dos quais os profissional participou”.

Tranquilidade para responder às perguntas e uma memória afiada, pronta para recuperar fatos e informações sobre a sua trajetória profissional, são cada vez mais essenciais para se sair bem na entrevista.
Isso porque um novo tipo de seleção tem se tornado cada vez mais comum, contam os recrutadores. “O que está na moda agora é a entrevista com foco em competência”, diz Fabiane Cardoso, coordenadora Nacional de Qualidade da Adecco Brasil.

O objetivo deste tipo de entrevista é avaliar a presença de diferentes competências – necessárias para o exercício do cargo que será preenchido - nos candidatos. Estas qualidades comportamentais (que podem ser capacidade de liderança, foco em resultado, e trabalho em equipe, por exemplo) são levantadas a partir de respostas a perguntas que evoquem situações pontuais na vida profissional do candidato.

“Quando a entrevista é por competência a resposta precisa estar muito bem estruturada. É algo real e não hipotético. O recrutador quer saber qual a situação vivida pelo profissional, qual o papel desempenhado por ele e qual foi resultado atingido a partir desta ação”, explica Lucila Yanaguita, sócia da Search. Segundo ela, as pessoas ainda não estão acostumadas com este tipo de entrevista e tendem a ser muito genéricas nas respostas.

Confira então quais são as perguntas mais recorrentes atualmente, na opinião dos três especialistas em recrutamento consultados por EXAME.com, qual o objetivo dos entrevistadores e como se preparar para responder cada uma delas:

1 - Por que você escolheu esta carreira?
É uma das primeiras perguntas que podem aparecer, diz Falcão. “O objetivo é entender se a escolha foi algo que veio de família, ou se é uma vocação dele”, diz Raphael Falcão, gerente da Hays.
Trazer interesses que o levaram a trilhar esse caminho profissional e aspectos da sua formação são oportunos neste momento, diz o especialista.

2 - Fale sobre suas experiências profissionais anteriores
Com intenção de saber um pouco mais do que o exposto no currículo, recrutadores geralmente pedem que candidatos descrevam as atribuições e funções em cargos ocupados por eles.

É bastante comum que as pessoas serem muito detalhistas e começarem a relatar as experiências profissionais desde o início. “O passado é importante, mas quando se trata de um profissional com mais de 10 ou 15 anos de profissão, o que conta mais para aquela oportunidade é a experiência mais recente, dos últimos 5 ou 6 anos”.

3 - O que você construiu nas empresas e cargos pelos quais passou?
A intenção da pergunta é verificar o que foi marcante para a carreira do entrevistado e quais foram os projetos mais importantes dos quais participou. Segundo Falcão, é interessante que o sucesso das empreitadas seja quantificado de alguma forma.

“Cada segmento quantifica de um jeito, então pode ser em volume financeiro, ou em eficiência, por exemplo, mas o importante é provar isso de alguma forma”, diz o especialista em recrutamento.

4 - Quais foram as motivações para as mudanças na sua vida profissional?

Com as informações sobre a trajetória profissional, o recrutador quer entender o que motivou cada mudança de cargo e empresa. “A gente percebe que os ciclos nas empresas estão mais curtos”, diz Falcão.
“É importante que o profissional traga fatos reais que o impulsionaram em cada mudança”, diz Falcão. “As pessoas dizem que foi uma oportunidade, mas o que vale é trazer para a conversa o que de fato significou essa oportunidade”, diz Lucila.

Por exemplo, um convite para trabalhar em uma empresa com o dobro do faturamento anual, oportunidade de ocupar um cargo com mais responsabilidade, um convite de um ex-chefe para uma função de maior expressividade. “Assim a gente consegue avaliar qual o critério utilizado”, diz Lucila.

Apresentar a questão financeira como única e exclusiva fonte de motivação não cai bem. “É hipocrisia dizer que o dinheiro não conta, a gente sabe que ele faz parte do pacote, mas às vezes ocorre movimento por uma quantia financeira não tão relevante”. “A questão salarial é importante, mas quero ouvir mais”.

5 - Qual o motivo do desligamento da empresa?

Se entre as mudanças na trajetória profissional há demissões, é raro o recrutador não querer saber o motivo. “Não existe discriminação em relação à demissão”, lembra Falcão. O que está sendo avaliado, explica o especialista, são os motivadores.
“As pessoas em geral respondem que houve uma reestruturação. A gente sabe que isso ocorre, mas os candidatos devem valorizar o que de fato aconteceu”.

Em outras palavras, esteja preparado para dizer a razão pela qual você foi o escolhido e não outra pessoa. “O candidato deve explicar o que estava em jogo que fez com que ele fosse desligado da empresa e não outra pessoa”.

6 - Como foi o seu pior dia de trabalho?

Essa é uma pergunta frequente nas chamadas entrevistas por competência, explica Fabiane. O objetivo aqui é descobrir como o candidato age em situações adversas.

 “Quando a pessoa relata o fato surgem outras perguntas como, por exemplo, o que você fez mediante esta dificuldade”, explica Fabiane. É o conteúdo da vivência profissional do candidato que vale neste momento.
Neste caso não há resposta mais certa do que a outra, explica a coordenadora de qualidade da Adecco. “As pessoas só não podem se esquecer de que estão sendo avaliadas”. Por isso, cuidado para não expor uma situação que comprometa a sua imagem.


Parte Dois:

7 - Dê um exemplo de uma situação em que você tenha se esforçado, além do normal, para atingir um resultado.

O comprometimento do candidato com o trabalho fica evidente a partir da resposta a esta pergunta, que também é um exemplo de entrevista com foco em competência. “Ele vai ter que buscar na sua vivência um momento da carreira que tenha precisado dar um gás para atingir um resultado”.

Ou seja, é a partir desta situação real que o comprometimento e o envolvimento daquela pessoa com a empresa e o trabalho vão ser avaliados.

8 - Quais foram os principais desafios que você enfrentou?
Mais uma vez a intenção é avaliar as atitudes do profissional. “Neste caso ele terá que apresentar uma situação que ele tenha vivido e que tenha sido extremamente desafiadora do ponto de vista profissional”, diz Fabiane.

O “pulo do gato” para se sair bem em uma entrevista neste estilo é a maneira como as vivências são apresentadas, porque é certo que cada candidato vai trazer uma resposta diferente. “As pessoas precisam praticar antes de participar de uma entrevista com foco em competência porque é necessário pensar na trajetória profissional”.

9 - A empresa para qual você trabalhava fazia avaliação de desempenho? Como você se saiu?

A questão levantada com esta pergunta é o foco do candidato em resultado. O recrutador quer saber se ele entregava os resultados esperados pela empresa. Se a pessoa não conseguiu atingir as metas, é preciso estar preparada para explicar os motivos que o impediram.

“O recrutador também vai querer saber o que ele fez durante a trajetória para reverter a situação, se comunicou ao superior direto de que não conseguiria entregar o que foi combinado ou se deixou para avisá-lo apenas no dia da avaliação”.

10 - Você se lembra de algo que tenha acontecido que tenha sido um obstáculo para realizar uma tarefa?

Obstáculos aparecem diariamente e é importante, na visão dos recrutadores, entender como as pessoas agem (ou reagem) nesses casos. “Além de explicar qual era o obstáculo, o candidato deve contar o que ele fez para solucionar a questão, se comunicou rapidamente o superior sobre problema”.

11 - Cite uma situação em que percebeu alguma pessoa que trabalhava com você precisando de ajuda?

Proatividade e trabalho em equipe são as competências reveladas a partir da resposta a esta questão, diz Fabiane. “Para medir estas qualidades o recrutador vai querer saber quando e como percebeu que o colega de trabalho estava precisando de ajuda, o que você fez, como ajudou”, explica a especialista.

12 - Como você se mantém informado?

Um bom profissional procura estar sempre atualizado, principalmente no que diz respeito ao seu segmento de atuação. “A intenção dessa pergunta é identificar o foco e o interesse do candidato na sua área”.

Se você citar algum veículo de comunicação, alerta Fabiane, esteja pronto para comentar uma reportagem que tenha lido.

13 - Já ocupou cargo de liderança?

Essa é uma pergunta da qual surgem outros questionamentos, explica Fabiane. “O recrutador vai querer saber se essa pessoa já foi responsável pelo treinamento de algum funcionário e como foi o seu desempenho”, diz. O que está em jogo é o sentido de aprendizado que o candidato tem, conta a especialista em recrutamento.


Parte Três:

14 - Conte uma situação em que você teve que conviver com um chefe ou colega de trabalho difícil?

A capacidade de separar questões pessoais de questões profissionais está sendo avaliada na resposta do candidato a esta pergunta.

A partir da classificação que a pessoa faz do que é um chefe ou um colega de trabalho difícil também é possível identificar as chances que ela tem de adaptar bem à equipe.

15 - Como era seu relacionamento com seus colegas de empresa?
De acordo com Falcão, o interesse, além de investigar a capacidade de adaptação, é saber um pouco da postura do entrevistado no ambiente corporativo. “Dá para perceber que tipo de ambiente ele prefere trabalhar a partir desta pergunta”, diz o gerente da Hays.

16 - Como é o seu círculo familiar?

As perguntas mais pessoais trazem informações importantes sobre possibilidade de viajar, de se mudar para trabalhar em outra cidade.

O que o recrutador quer saber é se o estilo de vida daquele profissional está alinhado com a oportunidade em questão. “Nosso objetivo é encontrar projetos que tenham a ver com aquela pessoa”, diz Falcão.
“O interesse, quando são feitas as perguntas pessoais, é perceber aspectos que poderiam interferir no desemprenho do profissional”.

17 - Como você enxerga a questão da mobilidade?

Para posições que exijam viagens, esta é uma pergunta que evidentemente vai aparecer. Mas lembre-se de que a resposta vai ser confrontada com outras respostas ao longo da conversa com o recrutador.

“Não adianta a pessoa dizer que tem disponibilidade total para se mudar, se já respondeu que a mulher é funcionária pública o que torna uma mudança de cidade mais complicada.”.

 “Se a família não vai junto, a gente sabe que haverá um desgaste a curto prazo”.

18 - Por que você está avaliando este novo emprego?

Para esta pergunta, diz Lucila, geralmente as pessoas soltam aquelas respostas padrão. São elas: “porque é um novo desafio” ou ainda “é uma chance de crescimento”. Destaca-se quem tem mais clareza do que quer, na opinião dela.

 “O candidato deve trazer o motivo que faz com que aquela oportunidade valha a pena”. Ter a chance de assumir uma equipe, conhecer outras áreas de dentro do mesmo segmento, aumentando seu escopo de atuação profissional, são alguns exemplos que tornam mais real a motivação para a conquista daquela oportunidade de carreira.

19 - Por que trabalhar nesta empresa é importante para você?
A resposta do candidato pode revelar o interesse real naquela empresa e o que o candidato sabe sobre ela, explica Lucila. É possível também perceber até que ponto a pessoa conhece e está alinhada com a cultura da empresa.

20 - O que seria um projeto ideal para você?

Esta é uma versão daquela clássica pergunta o que dá brilho em seus olhos, já bem difundida em entrevistas de emprego.

“Pergunto aos candidatos: no mundo ideal o que você gostaria de ter".

O candidato deve estar pronto para dizer qual o estilo de gestão ideal, qual a cultura organizacional que mais tem a ver com ele. “A sinceridade e ter histórias comprovadas para contar é que contam a favor. A pior entrevista é aquela em que é o entrevistado chega com frases prontas”.

Como agir na hora da seleção.


:D INFORME PUBLICITÁRIO:

* Como agir na hora da seleção.

O desempenho comportamental e a postura de um candidato em um processo seletivo são fatores que influenciam na decisão dos selecionadores.

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Seja nas dinâmicas de grupo ou na entrevista, o candidato precisa estar preparado para expor as suas qualificações de forma competitiva. Para tal, é importante seguir certos padrões comportamentais que irão colaborar na conquista de uma nova oportunidade de trabalho.

A) Sempre desliguem seus celulares.
B) Nunca fique de conversa um com o outro ao seu lado.
C) Preste bastante atenção no que os selecionadores estão dizendo, mesmo quando estão apenas falando entre si.
D) Evite fazer perguntas desnecessárias ou o que o próprio anuncio já o tenha dito antes.
E) Mantenha o seu foco. Lembre-se, muitos foram convocados, mas poucos serão os selecionados.

Para começar, chegar no horário combinado é fundamental.


A) Seja lá qual for o dia de uma PRESENCIAL, esteja disposta e concentrada no horário certo.
B) Procure sair com antecedência, pois a equipe de seleção pode atrasar, mas você não.

O profissional deve se certificar do caminho que irá fazer até o local da seleção para que não ocorra nenhum imprevisto. “O lado comportamental, muitas vezes, se sobressai ao conhecimento técnico e currículo da pessoa.

A) Ninguém é melhor que ninguém num processo seletivo, mas uma pessoa se sobressai a outra, mesmo sendo essa outra mais extra curriculada ou de beleza exagerada.

B) Se abstenha apenas em seu propósito de estar ali e por quê estar auí?

Existem padrões comportamentais básicos que são regidos pelo bom senso, como esperar a vez para falar e agir com cordialidade com as pessoas que estão participando do processo”.

A) Lembre-se que numa dinâmica de grupo, sempre tem os que se acham mais espertos e comunicativos. Estes podem ser os primeiros a serem desligado de um Job ou de um emprego fixo. Pois pessoas que não escutam, sabiamente nunca sabem o que vão falar.

Além da boa articulação e conteúdo na hora de responder às perguntas do selecionador, a linguagem não verbal também influi na percepção do candidato.

A) Procure evitar vícios de linguagem e falar com demasiado gesto corporais.

B) Saiba que quem estar ao seu lado, não é seu amigo(a) e sim um adversário a altura a conquistar a vaga que poderia ser sua.

* Ela é uma representação do nosso mundo interior e pode indicar características da personalidade. Manter os braços cruzados e olhar o relógio toda hora são indicativos de uma pessoa fechada e ansiosa.


A) Ao você sempre olhar para o relógio ou o celular, ou mesmo para as meninas passar as mãos em seus cabelos, estará simplesmente se denunciando e que se fosse por sua vontade própria você não estaria por ali e sim onde sua cabeça estar concentrada. Tome muito cuidado.

Cumprimentar com um aperto de mão firme e manter contato visual com o entrevistador são duas atitudes simples, mas que podem pesar na avaliação do candidato.

A) Lembre-se que para cada seletiva, vai existir uma próxima com outros possíveis adversários. Vença um a um dos seus oponentes. Pense assim: Primeiro você, segundo você e terceiro você. O resto é resto.

Dependendo da área de atuação, o profissional pode ter uma postura diferente. Em áreas como Vendas, Marketing e Comunicação é essencial que seja mais expansivo e proativo.

A) Já demos uma aula sobre isso aqui em nosso Facebook a respeito do assunto. Ou seja, quando afirmar: Disponibilidade total, siba que essa expressão é total e não parcial. (Procure essa aula em nossos posts).

B) Saiba e entenda que a BELEZA permite o INGRESSO mas nunca a PERMANÊNCIA.

* Em setores como a Tecnologia da Informação, este perfil comunicativo já não influencia tanto, e ser mais recatado não desqualifica o profissional. Cabe ao recrutador avaliar o perfil e competências necessárias para cada área ou empresa contratante.

A) Salvo quando é uma ação promocional, onde o recrutador terá que avaliar não só a imagem do entrevistado, quanto o seu poder de COMUNICAÇÃO.


* De acordo com vários itens e fatores podem ter caráter eliminatório, independentemente do perfil de empresa ou setor de atuação.

A) Ser muito prolixo, tomando o tempo de outros participantes, por exemplo, prejudica a imagem do indivíduo na seleção.

B) Falar mal da organização que trabalhava anteriormente ou fazer comentários que depreciem outros candidatos são dois fatores extremos e que causam impacto negativo.

:D Destaque-se:

* Para obter sucesso, a flexibilidade é essencial. O candidato deve ser adaptável a cada situação e cultura de empresa a fim de se sobressair aos outros participantes.

A) Procure sempre estar presente nas atividades da empresa, mesmo que seja em páginas de relacionamentos.

B) Simplesmente não curta as imagens e vídeos postados, mas exerça o seu potencial em fazer cometários que expõe a sua maneira de pensar.


* O importante é não deixar de agir naturalmente, buscando um equilíbrio entre a imagem que quer passar e o que os selecionadores precisam para escolhê-lo.

A) Não force uma situação, seja clara ao expressar sua opinião sobre indeterminado assunto. Melhor se expor, mesmo de forma errônea do que não se expor.

B) Mas sempre se lembre quem é você e quem estar lhe fazendo as perguntas.

• Seja educado, fale pausadamente e explore ao máximo sua experiência profissional;

• Fale apenas de aspectos positivos, evitando queixas ou tom de arrependimento por não ter feito algum curso, reclamar de algo errado, do atraso ou de seus compromissos para as horas restantes do dia, entre outros;

• Seja um bom ouvinte. Não interrompa o entrevistador em hipótese alguma e fale o necessário: nem muito, nem pouco;

• Tenha uma postura séria e profissional;

• Nunca fale mentiras ou gírias;

• Tenha atenção especial à linguagem, evitando cometer erros de português.

:D Seguir as regras citadas acima é favorável para tirar o nervosismo e a ansiedade do candidato.

Estar preparado e adotar um perfil seguro ajuda, e muito, na performance em uma entrevista de emprego. “Quando o assunto é o currículo da pessoa, as perguntas não fogem de um padrão.

É importante estar com as respostas na ponta da língua para mostrar que domina e está pronto para o novo cargo.


Bom pessoal, espero que com essas dicas fundamentais você esteja apta a completar o nosso elenco de BONS PROFISSIONAIS.

:D E por fim, saiba sempre a natureza do que diz a expressão: VESTIR A CAMISA.
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